Batalho todos os dias
luto por mim, por ti
por causas vazias
Morro vezes sem conta
porque deixo de respirar
sufoco nas minhas próprias agonias
pensamentos de outros dias
O meu interior mete me pudor
pior que uma sala desarrumada
uma cria que chora abandonada
E eu sinto e ressinto-me de todo esse mal
de toda a minha fugaz e perdida busca
poucos sabem o quanto a mim me custa
Não me tomem por negativo
Apenas o meu eu é emotivo
pouco criativo, mas sentido
talvez exageradamente vivido
Dou o melhor aos outros
para que de mim o mal não saia
não vagueie, não me traia
Vejo me aqui assim
todo este mal que em mim transporto
não posso dizer que sim
Vou vestir a minha mascara
aquela que tem um sorriso na cara
















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